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A Justiça de São Paulo manteve preso o motorista Demóstenes Dias de Macedo, de 64 anos, responsável por atropelar e matar duas crianças em Diadema, na Grande São Paulo.
A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada neste sábado. A prisão em flagrante foi convertida em preventiva, o que significa que o motorista deve permanecer detido por tempo indeterminado enquanto o caso é investigado.
O atropelamento aconteceu na tarde de sexta-feira, quando o motorista conduzia um utilitário esportivo em alta velocidade.
Com o impacto, os irmãos Sophya de Oliveira Santos, de 10 anos, e Izaias de Oliveira Santos, de 6, morreram ainda no local.
Outras duas crianças também foram atingidas. Uma delas, de 8 anos, sofreu fraturas nos tornozelos, passou por cirurgia ortopédica e segue internada, com quadro considerado estável.
Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que o carro surge em alta velocidade, já desgovernado, invade a área de uma casa e atinge as vítimas. Testemunhas relataram cenas de desespero logo após o impacto.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, o motorista apresentava sinais visíveis de embriaguez. Ele se recusou a fazer o teste do bafômetro, mas exames clínicos confirmaram que havia ingerido álcool.
Em depoimento à polícia, Demóstenes admitiu que bebeu uma lata de cerveja e afirmou que se confundiu com os pedais do carro. Ele também alegou que o acelerador teria travado e que não conseguiu frear o veículo.
Ainda segundo testemunhas, após o atropelamento, o motorista tentou fugir do local, mas foi contido por moradores até a chegada da Polícia Militar.
Para os investigadores, não há dúvida de que o motorista assumiu o risco ao dirigir após consumir bebida alcoólica. Por isso, ele deve responder por homicídio doloso — quando há intenção ou se assume o risco de matar — e também por lesão corporal dolosa.
Na manhã seguinte ao acidente, familiares das vítimas estiveram no Instituto Médico Legal para a liberação dos corpos. O sepultamento está previsto para acontecer em Taquarana, no interior de Alagoas, de onde a família é.
Moradores da região, abalados com a tragédia, realizaram uma manifestação silenciosa pedindo justiça. Segundo vizinhos, as crianças eram conhecidas no bairro e costumavam brincar diariamente na calçada onde ocorreu o acidente.
O caso segue sob investigação no 3º Distrito Policial de Diadema.